sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A poesia alimenta a minha alma

Hoje apetece-me escrever um poema com alma de gente.


Poema que grita com o fogo do amor

que se perde ao sabor da dança de um orgasmo

que electrifica a fome dos músculos em guerra

que acarinha a morte no gozo da carne


poema que sangra com a história sofrida

que é pão dos famintos obesos

que é lágrima no deserto da vida


poema que ao sopro alimenta e acalma

que dá rosto ao peso da fama

que perpetua a luz da vida

que é a alma vestida de lama


As coisas que nos assustam.

Eu sou aquela mulher que se deixou violar pelo filho.


DESONRADA POR UM DIAMANTE


Escondam a minha vergonha no deserto do Saara

deixem que as dunas a vistam com os os seus panos cor de mel

oferta generosa da mãe natureza

pois o mel do meu morango escondido

secou-se no gozo do prazer libidinoso do meu diamante


Que venha a morte punir minha desonra

pois a vida esqueceu-se de mim

dando vida a vida que já era vida

que de tanta vida perdeu-se na tesoura da minha vergonha


Ai!

vistam-me de esterco porque estou suja

porém lavem a minha desonra com o sangue do meu umbigo


Estou angustiada, aquele bebé poderia ter sido a minha linda princesinha


PEDÓFILO


Oh!

Maldita fome da tu'alma pecaminosa

que encheu de luto o vazio do meu existir


quebraste os alicerces do meu bebé

rasgando-lhe os panos da alma embrionária


corta também o desespero da minha dor

com a lâmina do sangue que ainda jorra da cratera que fizeste


devia deixa-la no aconchego da minha placenta p'ra protegê-la do riso do teu prazer demoníaco

que venham os ventos libidinoso

apressar o silêncio do teu existir

e nesse dia glorioso vestirei o luto dos prazeres

decorado com as lágrimas do meu remorso

condeno-te a fome por mutilação.



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