sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Falar de amor

APENAS UM OI! E O MEU CORAÇÃO REBITA


Que vento é este que busco de ti para apagar o meu fogo?
Estremecem-me as paredes do templo com o toque do teu olhar abstruso
e ondas libidinosas pairam no ar que respiro

Vingar-me?

Sim!
Do teu suor que é o meu mel
Do teu beijo que tatuou o meu corpo
Do prazer que busquei no gosto do teu desejo

Vingar-me por sentir emoção ao ver-te e enxergar que ainda não estou morta
Vingar-me da seiva morna que inunda as minhas veias já cansadas de guerra
e remoçam o lume adormecido da paixão que eu tinha esquecido

Inebriar-me com o perfume do teu prazer num troco de suores
E sustentar cintilante a candeia que ceva a minha fraqueza
Cada vez mais… até saciar a sede e a fome que me devoram

Dá-me o céu pois a lua já é nossa
E no percurso do nosso voo
Quero esvair-me,
Diluir-me,
Desgastar-me de tão pouco usar-te

Apenas um oi! e o meu coração rebita



MATURIDADE


Consagro o meu senso na escuridão do ciúme adormecido na elegância
da minha maturidade
desgasto-me por tanto desejar unir meu corpo no silêncio do teu
surrei-me de paixão
solvi ternura no rosto oculto que me deste de presente
rasgos de cumplicidade
momentos de libidinagem
de êxtase
de arrombo e de omito
contudo meu pé se cala
no gosto do orgasmo desfeito na luz da minha ilusão
e firmo a vontade de macerar meu ego na acidez que acirra a lavra divina
porem, guardo-me para mostrar que meu corpo apenas a ti pertence
e perdoo o lesmar da chama que ateará a indolência da minha preguiça



DESASSOSSEGO

Flor abelha que Mela o doce do meu carinho rejeitado
Surripia o gosto do sangue que gasta meu coração em chaga
Se eu fosse luz o caminho para o éden seria descoberto

Dos meus desacertos busco forças
Nos excessos dos acertos desencontros
Das forças esboço quimeras
Da utopia seduzo pesadelos

A minha verdade é uma mentira
Que se faz certeza na pobreza dos meus sentimentos confusos
Se fosse luz derramaria fel que adoçaria a minha solidão
Sou por acaso uma estrela de ovos numa frigideira

Dos meus esforços tenho sorte
Da sorte que nunca é alcançada
Se fosse luz a noite teria um inimigo
Sou apenas um buraco que te lava ao paraíso

Weza, a Princesa

No dia 13 de Outubro de 2010, plantei um diamante em Angola.
Veio a público mais um livro da minha autoria "Weza, a Princesa", trata-se de um infanto-juvenil aonde dei vida a uma Princesa Bantu.

Estou feliz.

O lançamento aconteceu no dia do aniversário do meu Edson Giovanni.