quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Quando o medo se precipita

MEU PAI, MEU BOM AMIGO

Distancio-me no pensamento
já sinto algum tormento
espelho-o tão cansado
de dor fica suado

Lembro-me do escravo sentir
da vida aqui contigo como agua sorridente
do teu vigor
do teu maremoto
do teu temer

Cá estou meu bom pãozinho
segura no meu caminho
do meu ventre nasceram estrelas
que são os teus anjinhos

Teus dentes estão caindo
vejo teu rosto em caminhos cansados
olhar perdido na lua
que ganha brilho com o calor da minha verdura